segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Religião como fonte de sentido

Mas qual é o sentido da vida?

Ironicamente alguém responderia: viver! Mas viver... De que modo? Com que atitude? Experimentando o que? As religiões têm essa práxis. Você logo entenderá.

Em um discurso final do livro: “O que é religião”, Rubem Alves cita, “(...) por que é mais belo o risco ao lado da esperança que a certeza ao lado de um universo frio e sem sentido (...)”. Digo, no objeto de estudo que as religiões não têm, não existe outra função na vida humana do que auxiliar e levar esperança ao homem. O mesmo esqueleto religioso encontra-se indistintamente: o falar a verdade! Mas o que é a verdade? Para mim o que apenas o que se quer ouvir!

Tomamos o seguinte exemplo: um dependente químico, os familiares dele determinam dar-lhe uma cura, tirá-lo desta vida destruída, arrasada, compelida a desgraça (segundo os termos sociológicos aplicados por nossa sociedade). Estes familiares são movidos por algo (tendo como idéia principal que sejam religiosos a alguma crença ou pseudo-religiosos) chega então o que tínhamos chamado “esqueleto religioso” a credulidade na forma, o acreditar (a esperança).

Advertir que ao elaborar a aplicabilidade do termo ‘acreditar’, tende aqui um sentindo genérico, ou seja, abrir o pensamento do leitor, de lembrar-se de qualquer religião, do judaísmo até a filosofia das pedras. Voltando, essa família foi movida pelo sentido que sua religião propõe, por que ela a religião norteia sua vida, mesmo que não sejam tão praticantes. O viciado por sua vez fica induzido e acredita. E essa é a fonte!

Persistindo em Alves, o viciado passa a criar expectativas de boa vida posterior, ou seja, cria o desejo em cima da esperança, o alimento de sentido para que não seja mais acobertado pelo vazio existencial (pesquisa feita por sociólogos franceses sobre o vazio existencial do homem, sobre diversos temas, incluindo dependências químicas desvio de vida humana e etc.) que a humanidade tanto sofre. Mas o que acontece quando não temos mais uma ‘esperança’? O que ocorre? Em ditos antropológicos: é substituída!

Em chave as religiões têm práxis de alimentar o homem com esperanças, dando-lhe sentindo ao que não é tocável, lembrando-se do senso-comum, a saída para o emergente enquanto não a respostas concretas e corretas, dando: espera reflexão etc. Ainda no ponto psicológico-antropológico, as religiões têm como fonte de sentido um fragmento que compõem a cultura da humanidade, uma fonte de desejos, um eco do simples vive cujo estão condenados. A esperança!


Por Ranulfo F. Campos Júnior

Data: 28 de abril de 2006



Dissertação enviada no dia 28/04/2006

para uma pesquisa sobre:

Historia das religões antigas.